
Usain Bolt não precisou acelerar mais do que metade da pista para vencer, com sobras, a sua bateria nas eliminatórias dos 100 m rasos, neste sábado (27), em Daegu. Favoritíssimo ao ouro, o jamaicano foi às semifinais com o melhor tempo, 10s10, pouco melhor que o segundo colocado, seu compatriota Yohan Blake (10s12).
Atual campeão olímpico e mundial da disputa mais rápida do atletismo, além de dono da melhor marca do planeta na prova, Bolt não tem seus principais rivais pela frente na Coreia do Sul. Isso porque Asafa Powell abdicou de correr os 100 m por conta de uma lesão na virilha, enquanto o americano Tyson Gay nem foi à Ásia devido a um problema no quadril.
Único brasileiro nos 100 m do Mundial, Nilson André correu a mesma bateria de Bolt e não foi bem. O atleta, que tem 10s18 como melhor marca do ano, fechou a prova em 10s54 e está fora das semifinais. Acabou com o 34º melhor tempo, a dez posições da fase seguinte. Tivesse repetido os 10s18 que fez em maio, passaria em quinto no geral.
Bolt volta à pista neste domingo (28), a partir das 6h30. A final da prova está marcada para 8h45 (ambos horários de Brasília).
Quênia brilha
Todas as seis medalhas distribuídas no Mundial até aqui foram para o Quênia. Depois de compor todo o pódio da maratona feminina, com Edna Kiplagat (2h28min43s), Priscah Jeptoo e Sharon Cheropas, as quenianas conquistaram também ouro, prata e bronze nos 10.000 metros.
A vitória na disputa ficou com Vivian Cheruiyot, que já havia sido campeã em Daegu. A prata foi de Sally Kipyego, com o bronze para Linet Chepkwemoi Masai. A quarta colocada, Priscah Jepleting Cherono, também é do Quênia.