Nessa quarta-feira (25), momentos após seu primeiro encontro com o Fluminense desde que deixou as Laranjeiras, em março, o hoje santista Muricy Ramalho voltou a alfinetar Peter Siemsen, presidente do Tricolor. A resposta do mandatário veio menos de 24 horas depois.
Siemsen não gostou de ouvir o treinador dizer que "alguém falou bobagem para se defender", em referência velada ao principal dirigente do clube carioca. Muricy voltou a dizer que recusou convite da Seleção Brasileira para dar sequência ao seu projeto no Fluminense e garantiu que só pediu demissão por conta de um desentendimento com Siemsen.
- Achei que esse assunto estava liquidado e que todos seguiriam suas vidas. O Muricy está bem no Santos e nós estamos tentando modernizar nosso clube. Mas ele não me esquece, não esquece do Fluminense.
Siemsen não digeriu bem as novas alfinetadas de Muricy, que deixou o Flu no começo de 2011
- Acho que ele não gostou da maneira como a imagem dele foi trabalhada desde que saiu daqui, então tenta criar histórias para justificar o injustificável. Ele tinha uma boa oferta do Santos, que tem um time com jovens de potencial, e a família dele ainda mora em São Paulo. Em vez de declarar que gostaria de ir para lá, fica criando fatos.
Na quarta-feira, mais uma vez, o técnico garantiu que não saiu do Tricolor por causa da proposta do Santos e ainda lembrou que a situação do Peixe na Libertadores, à época, era tão delicada quanto a do Flu. Ele ainda valorizou o fato de ter sido abraçado por jogadores antes da partida, negou que tenha reclamado de ratos nos campos de treinamento e disse ter carinho pelo clube. Siemsen não concorda.
- Ele falou de estrutura, de ratos, da saída do vice de futebol, disse que eu não gostava dele... Nosso contato foi curto e minha ideia não era mexer no departamento de futebol. Ele fala na TV, no jornal, não nos esquece. Quero colocar um ponto final nisso.
