- Cheguei ao Duque de Caxias no ano passado e fiz 14 gols em 19 jogos. No Carioca, fiquei atrás do Fred. Mesmo com o time mal na tabela continuei fazendo gols.
Depois da estreia com a camisa do Figueirense, Somália descobriu uma nova faceta: profeta.
- Falei para os amigos mais íntimos que tenho sorte, e qualidade também, e toda vez que entro numa partida de estreia eu deixo minha marca. Dessa vez não foi diferente e estou feliz por dar continuidade ao bom trabalho que o Figueirense vem fazendo.
O atacante grandalhão estreou no segundo tempo da partida contra o Flamengo, domingo passado, e fez de cara o primeiro dos 20 gols que prometeu. Os catarinenses perdiam por 2 a 0, e Somália iniciou a reação (assista ao vídeo ao lado). O zagueiro Edson Silva empatou.
Nesta quarta-feira, ele pode ser titular pela primeira vez. E logo contra um clube que tem lugar especial no seu coração. O Figueira visita o Fluminense, no Engenhão, às 19h30m (de Brasília). Somália defendeu o Tricolor entre junho de 2007 e dezembro de 2008. Foram 44 jogos e dez gols.
- Eu tive bons momentos no Fluminense, fui muito feliz, marquei gols importantes, ajudei a equipe quando tive chance de entrar. Já tive oportunidade de enfrentá-la pelo Duque e agora chegou a vez do confronto na Série A com as cores do Figueirense. Tenho muito carinho pela torcida do Fluminense e tenho certeza que a torcida tem um carinho grande por mim.
Se o Somália marcar um gol, com certeza vai ter dancinha"
Somália
- Marquei na minha estreia contra o Goiás, fiz gol e um ótimo jogo. O Fluminense não ganhava do São Paulo há anos e fiz o gol de pênalti no Morumbi (vitória por 1 a 0, em 2007, no Brasileiro). Me recordo que fiz gol no Fla-Flu (2 a 0, também no Brasileirão de 2007). Fomos vice-campeões da Libertadores (em 2008), um momento inesquecível. Sempre tive uma relação de muita alegria com a torcida do Fluminense, sempre tive a iniciativa de dançar, de fazer coreografias.
Na estreia, a pressa venceu a criatividade. Em caso de gol contra o Flu, o requebrado vai voltar.
- Não comemorei contra o Flamengo porque o time estava perdendo e precisávamos recomeçar o jogo com rapidez. Vai ser um jogo muito difícil contra o Fluminense, mas pela qualidade dos nossos atletas podemos surpreender lá. Se o Somália tiver a chance de marcar um gol, com certeza vai fazer dancinha e comemorar como sempre comemorou. Na hora vai ter uma surpresa.

Somália não tira o Flu do coração, mas nesta quarta-feira a história será diferente, o próprio avisa
Três clubes brasileiros deixaram saudade no atacante. Além do Flu, Somália fala com carinho especial do São Caetano, onde se tornou conhecido e foi goleador do Paulistão 2007, com 13 gols, e do Grêmio. Mas ele diz ter vivido o melhor ambiente de sua carreira nas Laranjeiras.
- O Fluminense foi especial pela amizade que o grupo tinha e tem até hoje. Foi uma fase muito divertida.
Diversão, aliás, é uma palavra que guia a carreira do atacante. Seja com piadas, brincadeiras com os companheiros e frases impagáveis, Somália sabe fazer rir. “Só não sou melhor do que Deus”, disse certa vez, pelo Flu.
- É bom estar sempre alegre e poder brincar dentro e fora de campo, principalmente nos dias de hoje. O futebol ficou muito sério. A gente brinca até com quem não gosta. Se brigar, a gente corre (risos). Eu mesmo tenho vários apelidos. É Lafond (pela semelhança física com o comediante Jorge Lafond, já falecido), Lacraia. Mas não adianta colocar porque ficou Showmália. Já pegou aqui no Figueirense. Quando cheguei, disse que marcaria um gol na estreia e conheceriam de perto o Showmália. Foi o que aconteceu. Futebol é alegria. Showmália está aí firme e forte, amém (gargalhadas).
Somália foi o artilheiro do Paulista 2007, com 13 gols
- Estou com 34 anos, pai. Um garoto ainda. A receita é ser alegre, ter um objetivo na vida e confiar em Papai do Céu. Continuo trabalhando com a mesma simplicidade, alegria e humildade. Se amanhã tiver uma proposta milionária e achar que é hora... (...) Quando eu garantir a faculdade dos meus filhos eu paro. Família é tudo, te dá apoio, confiança. Sempre me deram apoio e agora eu apoio. Caraca, é muita gente... tem primo de terceiro, de quarto grau. Não sei quem inventou isso. Todo pretinho é irmão e é parente. Mas onde come um comem mil (risos).
