Cerca de 2.100 funcionários do Maracanã fazem passeata em torno do estádio nesta terça-feira

http://i2.r7.com/grevistas.jpg

Em greve há 13 dias, os cerca de 2.100 funcionários que trabalham na reforma do Maracanã devem fazer, na manhã desta terça-feira (13), uma passeata em torno do estádio. Com carros de som e cartazes, os trabalhadores pedirão no protesto melhores condições de trabalho.
Para Romildo Vieira, um dos líderes da comissão que representa os trabalhadores, essa manifestação será para alertar a população de que, até agora, nada foi feito em favor dos trabalhadores.
- Estamos buscando apoio da população para que eles também possam aderir à nossa luta. Não estamos pedindo nada demais, não queremos um salário astronômico, só queremos melhores condições para trabalhar e sustentar nossas famílias.
O Consórcio Maracanã Rio 2014 informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que todos os itens acordados no dia 21 de agosto com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro estão sendo cumpridos, sendo os principais: o aumento, a partir de 1º de setembro, do valor da cesta básica de R$ 110 para R$ 160, plano de saúde individual e  abono dos dias parados.
Segundo o consórcio, todos esses itens foram homologados em audiência no Tribunal Regional do Trabalho, em 22 de agosto. Os operários, no entanto, negam o cumprimento desse acordo e, por isso, continuam de braços cruzados por tempo indeterminado.
No último mês, um funcionário ficou ferido e teve que ser levado às pressas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio, após um acidente com um galão de combustível, conforme lembra Vieira.
- O galão estava vazio e o certo é não reutilizar, mas o encarregado pediu para que o funcionário o cortasse ao meio. Quando ele estava fazendo isso o galão explodiu e ele ficou gravemente ferido. Não podemos trabalhar assim. Essa situação causou esse acidente, mas nas condições que trabalhamos pode acontecer até algo pior.
Os funcionários chegaram a ficar parados por cerca de dez dias, mas, após um acordo com o consórcio responsável pela reforma do estádio, voltaram ao trabalho. Segundo os trabalhadores, após não receberem o acertado, o grupo voltou a entrar em greve.