"O basquete não pode mais ser jogado na loucura", diz Huertas, da seleção

Huertas, basquete

Em meio aos elogios ao técnico Rubén Magnano, que comandou a seleção brasileira de basquete na conquista da vaga olímpica para Londres-2012, em Mar del Plata, no desembarque em Cumbica, na segunda-feira (12) à noite, o armador Marcelinho Huertas falou da filosofia do argentino no trabalho com o grupo, que resultou em mudanças, como um estilo de jogo mais cadenciado.
- O basquete não pode mais ser jogado na loucura, muito aberto ao ataque. Hoje, é complicado jogar assim.
O treinador argentino, campeão olímpico por seu país na Olimpíada de Atenas-2004, sempre destaca a importância do armador “puro” e da necessidade do jogo consciente, pensado, aproveitando momentos.
Assim, Huertas, 28 anos e agora pronto para se integrar ao time do Barcelona, que já iniciou a temporada europeia, foi peça importante no trabalho do grupo. Mas ele mesmo disse, ainda no aeroporto, que não comentaria nada de si mesmo.
"Ambiente espetacular"

Sobre a seleção do Pré-Olímpico, disse, contou com uma boa preparação, nenhum problema de lesão mais grave – e trabalho duro.

- Não teve nenhuma superestrela, foi obediente taticamente e todos se esforçaram muito. O ambiente foi espetacular. Temos uma geração de novos e grandes talentos. O Magnano trabalhou com as ferramentas que tinha na mão e soube usá-las da melhor maneira. E claro que teve o estilo dele no jogo, o dedo dele na classificação. 
Sobre o retorno de Nenê, Leandrinho e Varejão, da NBA, que pediram dispensa da seleção por motivos pessoais e/ou físicos, Huertas diz que “não compete aos jogadores discutir sobre isso”.

- O técnico define os 12.

De toda forma, destacou a “química boa”, o trabalho que se faz com todos se sentindo bem.

Falou da importância da “febre” pelo basquete como as apresentações no Pré-Olímpico de Mar del Plata, da “energia” passada pelas muitas mensagens, mas também do trabalho feito como “espelho” de Magnano, que também pode ser referência para outros técnicos, do Brasil e de qualquer país do mundo, como comentou Huertas.
- Já vínhamos evoluindo, desde o Moncho [o técnico espanhol Moncho Monsalve]. No Mundial (na Turquia-2010], também jogamos de igual para igual. Mesmo contra os Estados Unidos, contra a Argentina. Evoluímos, amadurecemos, revimos erros. Talvez há cinco, oito anos, nos faltasse mais experiência.
Agora, Londres-2012
Tamanha euforia pela vaga olímpica deixou mesmo que uma possível vitória até escapasse, contra a Argentina, na final do Pré-Olimpico. Agora é seguir o trabalho, emenda o jogador, para enfrentar qualquer seleção de igual para igual em Londres-2012.
- Não vamos lá para passear. Estamos aprendendo com ele [Magnano]. Temos uma equipe experiente, apesar de jovem, mas sempre se pode aprender. Veteranos sempre podem ensinar e aprender independe da idade.
A Rede Record transmitirá os Jogos Olímpicos de Londres-2012 com exclusividade na TV aberta brasileira, e também pela internet. A emissora também detém os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara-2011 e Toronto-2015, e da Olimpíada do Rio de Janeiro-2016.