Enquanto Chile, Uruguai e Venezuela jogam com times quase juvenis, o Paraguai conta em seu elenco com o jogador mais velho do Campeonato Sul-Americano. Aos 39 anos, Roberto Bogado se diz um privilegiado por ter o esporte como um dos pilares de sua vida. E para manter seus 69 quilos e acompanhar o ritmo dos mais novos, o levantador afirma que tudo passa pela busca do equilíbrio mental.
- Creio que tudo passa pela cabeça, pela vontade de jogar. O esporte é lindo. Gosto de desfrutar deste momento com meus companheiros. A vida me deu essa oportunidade. Muita gente gostaria de estar aqui, e eu posso. Temos que cuidar da alimentação, do físico, mas, sobretudo da mente.
Defendendo a camisa do país desde os 15 anos, Roberto viu muitos atletas ingressarem na seleção e se despedirem desanimados pela falta de perspectivas. E diz que, a cada ano, a renovação se torna mais difícil.
- Não temos estrutura e é difícil lançar jogadores jovens. As gerações não surgem aos poucos, ano a ano. Nosso time é simplesmente formado por gente que gosta de jogar vôlei, e não formado em uma escola ou coisa assim – disse o atleta, que trabalha durante o dia como engenheiro agrônomo.
A experiência do capitão é referência para o restante da equipe. O colega José Gaona revela a importância de Roberto em quadra e o exemplo que ele dá para que o time siga trabalhando firme, apesar das dificuldades.
