Justiça obriga São Paulo a devolver Taça de Bolinhas à Caixa, diz Fla

A disputa pela Taça de Bolinhas teve novo capítulo nesta terça-feira. Segundo a diretoria rubro-negra, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acatou o recurso do Flamengo e cassou, por 2 votos a 1, a "manutenção de posse" que o São Paulo detinha sobre a Taça de Bolinhas, obrigando o clube tricolor a devolver o troféu aos cofres da Caixa Econômica Federal.
Kalil Rocha Abdalla, diretor jurídico do São Paulo, disse que o clube ainda não recebeu documento algum sobre o caso, mas ressalta que o objetivo é seguir lutando pela posse do troféu:
- O São Paulo ainda vai demorar alguns dias para receber essa decisão oficialmente. Vamos brigar enquanto tivermos recursos. O São Paulo entende que é direito dele ter a taça - explicou o dirigente do time paulista.
Já o diretor jurídico do clube carioca, Rafael De Piro, comemorou a decisão e fez questão de agradecer ao advogado Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal.
- Foi uma grande vitória, uma vitória da Justiça. Uma vitória importantíssima graças ao trabalho interno feito primeiramente no clube, com o departamento jurídico, a diretoria, o conselho deliberativo, e depois com a ajuda do Rodrigo Fux, que é nosso parceiro nesse caso e fez um trabalho primoroso - celebrou De Piro.
De acordo com o diretor jurídico do Flamengo, o São Paulo deve ser notificado oficialmente nos próximos dias e terá de devolver imediatamente a taça para a Caixa Econômica Federal. Como foi uma decisão de segundo grau, o clube paulista pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça. No entanto, não cabe mais uma suspensão da decisão e a Taça de Bolinhas permanecerá na Caixa Econômica Federal até que haja uma solução final para o caso.
- O Flamengo é incansável nesta busca. Todo o departamento jurídico está de parabéns por mais essa vitória. Disse que não iríamos descansar e não vamos enquanto a taça não vier para a Gávea. Tivemos uma vitória administrativa na CBF e, hoje, ela foi confirmada pelo poder judiciário do Rio de Janeiro. Vamos em frente, buscar o que é legítimo - afirmou a presidente Patricia Amorim em nota oficial.