Vôlei: Zé Roberto quer ter mais jogadoras nos próximos Pans e Olimpíadas


Sob o comando do técnico José Roberto Guimarães, a seleção brasileira feminina de vôlei embarcou nesta quinta-feira (27) para o Japão, onde disputará a Copa do Mundo a partir do dia 4. No torneio, que dará três vagas para a Olimpíada, ele terá 14 jogadoras à disposição, duas a mais do que teve no Pan de Guadalajara, caso classifique o time para Londres 2012.

A diferença se dá devido à limitação no número de vagas nas Vilas Olímpicas e Pan-Americanas – ainda assim, no México, o time precisou dormir em um hotel próximo devido à lotação.

- O vôlei está se atinando para ter 12 jogadoras só; esse número é muito pequeno. Acontece um fato como o da Jaqueline e isso sobrecarregada todo mundo. Quando você tem 14 atletas, consegue se acomodar melhor.

A lesão de Jaqueline, aliás, expôs um outro problema: o fato de ninguém poder ser chamado às pressas para substituir um atleta lesionado:

- Isso é uma regra que tem que ser mudada.

Para Guadalajara 2011, Zé Roberto foi obrigado a cortar uma das integrantes mais antigas da delegação, Sassá, além da central Adenízia e da líbero Camila Brait. O quebra-cabeça para escolher as convocadas seria ainda maior se Natália não estivesse machucada. E vai continuar em Londres:

- A gente tentou mudar, a FIVB tentou, mas não conseguimos. Tomara que, no futuro, eles tenham bom-senso porque o número ideal é o de 14 atletas. Assim, você pode dar mais chance a outras jogadoras, você tem condições de revezar mais porque é duro.

Como a volta de Sassá, Adenízia e Brait mostrou, ninguém ainda está descartado do grupo que tentará o bicampeonato olímpico:

- Todos fazem parte deste contexto todo. Umas vivem bons momentos em determinados períodos, outras caem de produção e aí elas se alternam. Todas são muito importantes.