O chileno Edison Peña está confirmado e vai participar pela segunda vez consecutiva da Maratona de Nova York, no próximo domingo. Ele se tornou conhecido após ter ficado preso 69 dias, com outros 32 colegas de trabalho, em uma mina, no Chile. Edison conquistou ainda mais notoriedade por ter praticado corrida, regularmente, nos túneis da mina, ganhando o apelido de “corredor”.
- Estou aqui pelo mesmo motivo do ano passado. Eu quero correr essa prova e completá-la – afirmou em entrevista coletiva no centro de imprensa da Maratona de Nova York.
O chileno afirmou que não está se sentindo totalmente preparado. Dores no joelho vão tornar sua meta ainda mais difícil.
- Quero mostrar que é possível dar a volta por cima, mesmo depois da queda – completou.
Edison, 35 anos, completou a corrida em 2010 com o tempo de 5h40m51s. Tudo foi documentado pela organização do evento em vídeo, exibido antes do início da coletiva. Nele se vê um Edison animado, falante e brincalhão. Bem diferente da imagem que ficou este ano, pelo menos antes da prova.
Corrida como terapia
- Foi um ano muito difícil onde tive que processar tudo que me aconteceu. Não quero falar profundamente sobre as questões que tive que enfrentar, mas estou tendo ajuda de equipe de terapeutas e continuo correndo – disse.
Edison Peña, assim como outros vários corredores, afirmou que a corrida o ajuda muito como espécie de terapia. Ele citou que o melhor momento é logo após a prática do exercício, o que lhe dá grande satisfação.