Leão inova em novo treino de chutes a gol, mas desempenho segue ruim

Lucas em ação no treino de finalização no CT da Barra Funda (Foto: Site oficial do São Paulo FC)



O técnico Emerson Leão seguiu nesta quarta-feira com o trabalho de colocar o pé dos jogadores do São Paulo na forma. Além de não vencer há oito jogos no Campeonato Brasileiro, o time não sabe o que é marcar um gol há quatro partidas no nacional: Internacional, Atlético-GO, Coritiba e Vasco.
Primeiro, o treinador comandou um coletivo no campo principal do CT da Barra Funda. A novidade foi o retorno de Dagoberto, que cumpriu suspensão contra o Vasco, na vaga de Marlos. Sem Juan, que fez um treino à parte, Jean atuou na lateral esquerda.
Finalizado o coletivo, Leão chamou cinco jogos para um treino específico de finalizações: Piris, Jean, Lucas, Marlos e Fernandinho. Ele colocou a barreira usada para cobrar faltas dentro do gol e deixou apenas os cantos abertos. No primeiro exercício, os atletas precisavam driblar um cone para o lado de dentro e eram obrigados a bater cruzado e rasteiro. O número de gols foram escassos. No segundo trabalho, o objetivo era acertar o chute cruzado alto. O desempenho foi pior ainda.
Como fez na terça-feira, Leão foi detalhista. A cada chute errado, parava, chamava o atleta para conversar e, apontando para o seu pé, mostrava o jeito certo de bater. Embora ninguém tenha se destacado, Lucas foi o que melhor se comportou neste exercício.
Em sua última coletiva, o treinador havia deixado claro que somente a repetição poderia fazer o time melhorar seu desempenho ofensivo.
- Busco a essência do futebol, que é o domínio do fundamento para uma boa finalização. Eu cobro um pouco mais e vou ensinando detalhes, podendo corrigir algumas coisas. A repetição dá confiança maior para o atleta. O jogador brasileiro tem erro de postura, coloca o pé de apoio errado, por exemplo. No coletivo, se ele não fizer o que foi realizado no treinamento, vou falar na orelha dele – afirmou.